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Secadoras |
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Coisas
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Para limpar nossas roupas, temos poucas opções que são ao mesmo temo ecologicamente corretas e convenientes. Lavar pode ser feito com relativa facilidade, ao comprar uma máquina com alta eficiência energética (Classe A) e podemos usar detergentes não tóxicos. Lavar roupas ainda é um processo que requer grandes quantidades de água, mas está se tornando melhor. A parte de secar, entretanto, é muito mais problemática. Depois do refrigerador, a secadora é o aparelho que mais consome energia em nossas casas.
A tecnologia das secadoras evoluiu muito pouco nos últimos anos e não importa qual secadora tenhamos, estaremos consumindo muita energia e gastando uma boa quantidade de dinheiro a cada carga de roupas que secarmos. Quais são nossas opções? Bem, em climas ensolarados e secos, um varal de roupas vem bem a calhar. Entretanto, se precisarmos manter nossas secadoras, as dicas a seguir podem ser aplicadas:
- Mantenha a secadora em uma parte quente da casa. A máquina não precisará trabalhar tão pesado para gerar e manter o calor necessário
- Seque tecidos similares juntamente. Uma carga de tecidos sintéticos e finos secará muito mais rapidamente do que uma mistura de toalhas pesadas e roupas leves.
- Seque cargas consecutivas de roupas para aproveitar o calor residual da carga anterior, e use um Programa de Secagem que proporcione este benefício
- Limpe o filtro após cada carga.
Em algum momento, as secadoras também poderão ser consideradas verdes, mas por enquanto tudo o que podemos fazer é evitá-las utilizando o sol para secar nossas roupas ou então, ao menos, seguir estas dicas para minimizar seu impacto no ambiente.
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O Debate sobre a Reciclagem |
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Coisas
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Reciclar realmente importa?
Há intenso debate acerca das vantagens do ato de reciclar. Ambientalistas ferrenhos argumentam que a energia necessária para reciclar garrafas e jornais anulam os benefícios da criação de materiais reusáveis. Mas evidências abundantes demonstram o contrário.
A quantidade de energia requerida para reciclar depende de numerosos fatores: qual o tipo de material está sendo reciclado, como o material é coletado e distribuído aos locais de reciclagem, e quão processado o material resultante será. De acordo com a Coalisão Nacional de Reciclagem (EUA), requer-se 95% menos energia para reciclar alumínio do que para fazê-lo de materiais crus. Reciclar aço economiza 60% de energia, jornal reciclado 40%, plástico reciclado 70%, e vidro reciclado 40%. Estas economias ultrapassam em muito a energia criada como subprodutos da incineração e dos aterros.
Sem dúvida reciclar é um passo intermediário: se nós realmente queremos economizar energia e estancar a corrente de lixo que mandamos para os aterros, nós precisaremos implementar um novo sistema de produção que gere menos perdas e menos componentes descartáveis para começo de conversa. (Nós também precisaremos reduzir o consumo de bens embalados em pacotes descartáveis e achar mais maneiras de reutilizar as coisas.) Nesse meio tempo, reciclar é certamente uma prática válida e, simplesmente por colocar as coisas na lixeira apropriada, nós podemos ganhar uma perspectiva mais clara de quanta coisa nós descartamos a cada semana.
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Ingredientes: o Bom e o Mau |
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Coisas
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Limpadores de Cozinha: Segurança na cozinha é importante para a maior parte das pessoas. É um paradoxo, entretanto, que pias e sifões com produtos químicos nos deixem com a mente em paz. Bactérias podem ser perigosas, mas agentes de limpeza tóxicos não tornam nossa casa mais segura. Muitos limpadores de vidro contem amônia, que causa dor de cabeça e irritação pulmonar. Fenol e cresol em desinfetantes podem causar vertigem e insuficiência renal e hepática. Limpadores de fogão frequentemente contém detergentes e hidróxido de sódio, que podem queimar a pele, os olhos e o trato respiratório, e butoxietanol, que podem envenenar o sangue, o fígado e os rins. Pós abrasivos e soluções de limpeza frequentemente contém alvejantes, a causa número um de envenenamento caseiro.
Alternativas feitas em casa ou ecologicamente amigáveis para estes limpadores incluem óleo diluído de Camelia sinensis, um excelente desinfetante; borax, um desinfetante que aparece espontaneamente na natureza; vinagre branco, que pode ser usado para limpar chãos e outras superfícies; e uma mistura de bicarbonato de sódio, que é ótima para arear. Nós não precisamos inventar limpadores naturais nós mesmos - esse ingredientes podem ser encontrados nas lojas e comprados prontos da mesma forma.
Produtos para a Casa: Detergentes de roupas são um dos piores culpados quando se trata de problemas pessoais de saúde. Os aditivos dos detergentes podem ser absorvidos pela pela ao contato, causando irritação a curto prazo e dano celular a longo prazo. As fragâncias encontradas em detergentes e amaciantes de roupas podem conter químicos que tem sido ligados ao surgimento de câncer e a dano reprodutivo. Para evitar estes riscos à saúde, procure por saponáceos e detergentes com o selo “Livre de Fragrâncias”
Como alternativa, sabão de glicerina ou de óleo de oliva pode ser usado em qualquer lugar da casa, inclusive na lavanderia. Óleos naturais como os de oliva, nogueira, linhaça e jojoba se transformam em ótimos polidores de móveis e enceradores de assoalho. (O óleo mineral é um ingrediente mais convencional para o tratamento de madeira, mas é derivado do petróleo e libera suas toxinas gasosas). Outras alternativas para limpadores caseiros incluem álcool de cereais como um solvente ao invés de outros solventes tóxicos, e desinfetantes à base de óleo de plantas, como o eucalipto, alecrim ou sálvia ao invés do triclosam, que é achado em tudo desde detergentes e sabões a locções e desinfetantes bucais.
Limpadores de Banheiro: Ácido hidroclórico e sulfato ácido de sódio, ambos encontrados em limpadores de vasos sanitários podem queimar a pele e os olhos ou causar vômitos, diarréia e úlceras gástricas se engolidos. Outros desinfetantes comuns contem ácido fosfórico, que pode causar cegueira se chegar aos olhos. Removedores de ferrugem frequentemente possuem pentaclorofenol, que pode ser fatal se engolido.
Alternativas mais leves incluem extrato da semente do pomelo, que pode ser um desinfetante, e uma mistura pastosa de bicarbonato de sódio e água, que é o agente de limpeza natural de escolha.
Xampus, higienizadores corporais e outros sabonetes e detergentes frequentemente são feitos de e envelopados em derivados do petróleo que apresentam uma inundação de problemas ao ambiente. É difícil de acreditar, mas o atual recipiente de xampu é feito de quase 100% de produtos derivados do petróleo, desde o líquido dentro dele, o recipiente que o envolve, até a tinta impressa no recipiente. Mas nós podemos comprar recipientes feitos de plástico reciclável, impressos com tinta não tóxica, e contendo agentes de limpeza naturais sem gastar mais dinheiro.
Produtos de papel: além do desperdício de papéis-toalha, guardanapos e papel higiênico, existem implicações ambientais mais amplas associadas com estes produtos. Muitos são branqueados com cloro, que é um irritante da pele e do sistema respiratório. Subprodutos descartados das fábricas de papel contém dioxinas, que não se biodegradam facilmente e eventualmente se juntam ao ar, à água e ao solo.
Produtos feitos de papel reciclado estão disponíveis em supermercados comuns, mas precisamos estar conscientes da taxa de conteúdo reciclado em relação ao conteúdo novo, e muitas marcas contém menos de 5% de material reciclado em seus produtos. Em geral, devemos comprar produtos em maiores quantidades para reduzir a quantidade de embalagens por produto (o mesmo valendo para compras a granel), e nos tornarmos cientes de quantos produtos dispensáveis compramos por pura conveniência. Uma crescente variedade de produtos de limpeza de uso singular (um único uso) estão se tornando cada vez mais disponíveis, e enquanto estes produtos são tentadores por pouparem tempo e trabalho, eles provocam desperdícios extremos.
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Criando casas sustentáveis |
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Coisas
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Nenhuma substância é mais pura do que o leite materno, certo? Talvez isso fosse correto há alguns séculos atrás, mas hoje o leite materno contém uma boa quantidade de toxinas, incluindo contaminantes encontrados em coisas como thinner das pinturas, fungicidas e gasolina. Os químicos da produção industrial que flutuam em qualquer lugar tomam seu caminho para o corpinho dos bebês a cada gole.
Táticas de amedrontamento não são necessariamente a melhor motivação para a mudança, mas os ingredientes dos limpadores domésticos comuns são altamente assustadores. O número de substâncias tóxicas que geralmente estocamos embaixo das nossas pias e em nossas despensas são praticamente inimagináveis, e é aí que está o problema: nós escolhemos sem nem pensar sobre eles. Nós também escolhemos não pensar sobre as substâncias tóxicas uma vez que elas descem pelo ralo e desaparecem. Mas nada que nós “lavemos” realmente desapareceu - resíduos químicos permanecem, flutuando na água do banho, e o resto flui para esgotos e águas subterrâneas, e por final, acaba retornando às nossas vidas de uma forma ou de outra.
Afortunadamente, produtos não-tóxicos estão cada vez mais aparecendo e seus preços baixando. Uma casa saudável e uma consciência limpa não precisam resultar em uma conta bancária vazia.
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Porque os Estados Unidos ainda Exportam Algodão? |
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Coisas
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Esse é o tipo de questão que economistas como Pietra Rivoli, autora de “As Viagens de uma Camiseta em uma Economia Globalizada”, gostam de perguntar. Intrigada quando um protestante anti-globalização perguntou a ela “Quem fez a sua camiseta?”, Rivoli decidiu descobrir. Após comprar uma camiseta em uma rua de Fort Lauderdale, ela rastreou a origem do item de uma plantação de algodão no Texas a uma fábrica em Shangai a uma impressora de camisetas em Miami - e imaginou que seu provável destino eventual seja uma fábrica de reciclagem têxtil no Brooklyn ou um mercado de roupas usadas na Tanzânia. Enquanto não foi um choque descobrir que a camiseta foi confeccionada por uma mulher ganhando 100 dólares por mês, foi uma surpresa para Rivoli descobrir que o algodão da camiseta foi cultivado nos EUA.
É usualmente uma má ideia basear nossa economia na exportação de commodities. Economias desenvolvidas podem construir fábricas, importar materiais crus e exportar bens manufaturados - que são vendidos por preços mais altos e não são tão suscetíveis a flutuações de preços. A Costa do Marfim exporta cacau para a Suíça, que exporta chocolate de alto valor para o mundo. As nações altamente desenvolvidas tendem a exportar bens de alto valor, porque os custos do trabalho e da produção dos bens é igualmente muito alto.
Frequentemente, as nações ricas desenham e publicizam produtos, mas terceirizam sua manufatura a nações menos desenvolvidas. É difícil para as fábricas americanas ter lucro confeccionando jeans, desta forma a Gap desenha a linha do próximo ano e então paga os trabalhadores das fábricas do Lesotho para confeccionar seus jeans.
O algodão é um commodity que está sujeito a flutuações notórias de preço. É também altamente dependente de mão-de-obra laboral para colher e arriscado de se cultivar, porque o mau tempo pode destruir a plantação facilmente. Países que exportam um monte de algodão geralmente o fazem porque não tem um grande setor industrial (Mali, Uzbesquistão) ou porque possuem uma grande população de fazendeiros rurais pobres (Paquistão, Índia, China).
Mas nenhuma dessas razões contam para que os Estados Unidos sejam o maior exportados mundial de algodão. Duas outras razões sim: tecnologia e subsídios. Os Estados Unidos tem sido o líder na produção de algodão por 200 anos, primeiramente usando escravos, então plantadores cooperativados como uma forma estável de trabalhadores de baixo-custo. Na ausência deste trabalho barato, os fazendeiros nos Estados Unidos tiveram que desenvolver uma tecnologia sofisticada, com ampla ajuda de universidades agrícolas suportadas pelo governo. A tecnologia permitiu a eles colheitas gigantescas com a ajuda de uma pequena força de trabalho humano, e transformou o algodão em uma commodity lucrativa.
Mas a maior vantagem que os fazendeiros americanos de algodão tem é um governo cooperativo. Os Estados Unidos param aproximadamente 4 bilhões de dólares por ano a 25 mil fazendeiros americanos, através de um grupo de subsídios, garantias de preço e políticas de seguros. Um subsídio garante aos fazendeiros um mínimo de 72,24 centavos por cada 456 gramas de algodão. Pelo fato do preço mundial do algodão em 2004 ser 38 centavos, os pagadores de impostos americanos pagaram aos fazendeiros do algodão uma bruta soma em dinheiro. Mas o povo americano pagou aos fazendeiros muito mais dinheiro, graças a leis que exigem das fábricas de roupas americanas que comprem um certo percentual de seu algodão de plantadores americanos. E, apenas para garantir que os fazendeiros do algodão não tenham seu sono prejudicado, outros programas para compensar os fazendeiros por perdas naturais associadas ao mau tempo estendem a eles crédito e os ajudam a desenvolver mais tecnologias.
Agricultura de alta tecnologia e suporte governamental torna o algodão americano mais competitivo do que normalmente seria. Pelo fato dos EUA exportarem tanto algodão barato, o preço global do algodão permanece baixo. Em seu livro, Rivoli aponta para uma série de estudos sugerindo que os subsídios americanos deprimem os preços globais do algodão de 3 a 15%. Consequentemente, os fazendeiros nos países em desenvolvimento precisam vender sua produção a preços mais baixos, fazendo menos dinheiro e piorando sua qualidade de vida. Quando os líderes africanos dizem que querem um comércio mais justo, não mais ajudas humanitárias, eles estão falando sobre o algodão: o subsídio anual do governo americano ao algodão é aproximadamente três vezes maior do que a quantidade que a Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional deu para a África em ajuda humanitária em 2004.
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Entendendo o Envio Global |
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Coisas
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Procure na Amazon.com por livros sobre a Internet, a rede de telecomunicações global que nos conecta a todos, e você encontrará mais de 23 mil títulos. Procure por livros sobre “contâiners de carga” e você encontrará menos de 200. Afinal de contas, quem quer saber sobre contâiners e as cargas que eles carregam?
Ainda assim, essas enormes caixas de metal são o componente chave em uma fabulosa rede de portos e navios que permitem aos produtos fluir livremente pelo mundo. Antes do caminhoneiro Malcom McLean modificar o tanque de um navio para poder carregar trailers e caminhões em 1955, as cargas eram movidas por batalhões de trabalhadores nas docas, que carregavam caixas e materiais entre redes de carga em um modelo chamado “quebra-volumes”: a carga era enviada em grandes volumes e depois dividida em unidades menores quando chegava ao destino. Agora, 90% das viagens de carga no mundo são feitas em caixas de metal de tamanho padrão de 2,4x2,6x6,1 ou 12,2 metros.
O mundo põe um montão de carga nessas caixas. De acordo com o Conselho Mundial de Entregas, o equivalente a mais de 100 milhões de contâiners se move de porto a porto a cada ano. Esses contâiners podem carregar uma quantidade grande de carga - até 24.000kg cada um - significando que os navio de carga carregam cerca de 2,4 trilhões de quilogramas em um ano. Isso é o equivalente a mover cada ser humano do planeta... seis vezes!
Os vasos que fazem esta rede de envios funcionar são inacreditavelmente grandes. Novas vias são classificadas como Panamax ou pós-Panamax. Os navios das vias Panamax são tão grandes quanto o Canal do Panamá podem acomodar; os pós Panamax são maiores, geralmente com 350 metros de comprimento e 40 metros de largura. Um desses navios pode carregar até 6600 contâiners. Desenvolvedores de navios estão planejando navios até 3 vezes maiores.
Navios de carga não só movem grandes cargas - também as transportam de forma barata. Mandar um contâiner através do pacífico pode custar tão pouco quanto 500 dólares - cerca de 2 centavos de dólar por quilograma. A direção na qual o container navega faz uma grande diferença; como os Estados Unidos importam largas quantidades da Ásia, e exporta primariamente papel já utilizado, metal de baixa qualidade e containers vazios, geralmente custa 3 vezes mais exportar da Ásia para os Estados Unidos do que vice-versa.
Enviar coisas através do mundo pode não custar muito em questão de dinheiro, mas impõe um custo alto ao planeta. Enviar coisas pelo mundo pode, de forma significativa, aumentar sua pegada ecológica, e a indústria do envio por si só não tem sido reconhecida como uma protetora da natureza, com seus vazamentos de óleo e suas destruições tóxicas de navios (a forma com que os navios velhos são desmontados), por exemplo. Ainda, o transporte é um dos principais contribuintes para a mudança climática.
Nós poderíamos tornar a indústria do envio de produtos mais limpa, entretanto. A gigantesca corporação marítica Wallenius Wilhelmsen levou adiante planos conceituais para o Orcelle - o que eles chamam de “navio verde” do futuro. O Orcelle será alimentado por uma combinação de velas, energia solar e células de combustível, usando desenhos ótimos para carregar o máximo de contâiners possíveis - usando menos químicos tóxicos e não gerando emissões danosas ao ambiente. A companhia prevê que estes navios estarão furando as ondas por volta de 2025.
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O futuro sem exploração no trabalho |
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Coisas
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Enquanto a China compete primariamente em termos de baixo preço, outras nações estão descobrindo oportunidades econômicas ao atrelar sua marca a trabalho justo, em que não há exploração dos trabalhadores por más condições de trabalho e baixos salários. Lesoto emergiu como um dos principais fabricantes de jeans, graças aos termos favoráveis de comércio com os Estados Unidos e à colaboração com vendedores como Levi Strauss e Gap. Através de uma combinação de fiscalização das fábricas, iniciativas comunitárias e cooperação governamental, Lesotho se tornou um exemplo de produção industrial livre de exploração no trabalho. O fabrico de roupas representa 90% da economia industrial de Lesotho e 40% da economia nacional total.
Mas a explosão da indústria de roupas em Lesotho está caindo. Em primeiro de janeiro de 2005, o Acordo Multi-Fibras - um grande e complicado tratado que governa o comércio de roupas mundial - expirou. O AMF limitava a quantidade de roupas exportadas pela China criando oportunidades para nações menores e outros gigantes da indústria têxtil. Sem o AMF, a participação chinesa no mercado internacional de roupas deve expandir-se de 20% para mais de 40%. E, ao contrário do yuan chinês, a moeda de Lesotho não está amarrada ao dólar, mas ao rand da África do Sul; quando o dólar se torna fraco, as exportações de Lesotho para os Estados Unidos se tornam mais caras, enquanto as chinesas permanecem relativamente baratas. Será que a indústria têxtil de Lesotho sobreviverá? Na economia globalizada de hoje, isso depende tanto dos fabricantes chineses e dos consumidores americanos quanto do governo e dos trabalhadores do Lesotho.
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Porque a China Vence? |
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A China está rapidamente se transformando na “fábrica do mundo”. Por uma medida, a China é responsável por 13% da produção econômica global, fazendo da sua economia o dobro da do Japão, e terceira em tamanho atrás apenas do Estados Unidos e da Comunidade Econômica Européia. Os EUA importaram US$ 197 bilhões em produtos da China em 2004 - 11% de todas as importações americanas. Wal-Mart, o maior vendedor dos EUA, importa até 70% de seu inventário da China. Wal-Mart faz mais negócios com a China do que faz toda a Rússia e a Inglaterra.
Wal-Mart compra tanto da China pelas mesmas razões que os Estados Unidos como um todo: os produtos chineses são extremamente baratos e as indústrias chinesas fazem uma quantidade ampla de produtos com uma qualidade crescente.
Produtos da China são baratos por duas razões: a avaliação cambial e os custos de produção. Por muitos anos, a China agregou sua moeda, o yuan, ao dólar americano a uma taxa fixa. Durante este período, a economia chinesa se fortaleceu dramaticamente comparada à economia americana. Se a moeda chinesa tivesse flutuado livremente contra o dólar, o yuan teria aumentado - um dólar teria comprado 6 ou 7 yuan ao invés dos 8,28 que ele comprou por mais de uma década. Assim, os produtos chineses permaneceram baratos - muito baratos, aos olhos das indústrias americanas. Por pressão do governo americano, a China reavaliou o yuan em julho de 2005, mas manteve o yuan fixamente atachado ao dólar, yen e euro. Naturalmente, os manufatureiros americanos prefeririam ver o yuan flutuar livremente, assim a China estaria no mesmo pé com outras nações, e assim seus produtos de exportação seriam bem mais caros. Isso certamente viriam como um choque para os consumidores americanos, que cresceram acostumados aos baixos custos de revendedores como o Wal-Mart.
Além disso, os custos trabalhistas na indústria chinesa são incrivelmente baixos em termos americanos - os empregos nas fábricas geralmente pagam cerca de 100 dólares ao mês (menos de 180 reais, na cotação atual). Trabalhadores conseguem sobreviver com esta renda modesta porque os empregadores geralmente fornecem moradia em dormitórios próximos das fábricas, e porque o custo de vida é extremamente baixo na China. A alternativa ao trabalho nas fábricas é uma vida de alarmante pobreza rural, assim, existem inumeráveis pessoas dispostas a preencher posições, e um trabalho urbano - versus ser agricultora e ter um casamento arranjado - é uma opção especialmente atrativa para mulheres jovens das áreas rurais.
O sistema chinês de permissão residencial (chamado “hukou”) torna ilegal para muitos migrantes rurais viver o morar nas cidades chinesas, de forma que estes migrates muito improvavelmente reclamarão das condições inseguras de trabalho, semanas de trabalho de sete dias, ou pagamentos retidos, por medo de que seus chefes denunciem seu status de “imigrantes ilegais” (dentro do próprio país!) às autoridades. (Trabalhadores sem documentação apropriada nos Estados Unidos e na Comunidade Européia enfrentam condições similares). Em adição, leis ambientais na China não são especialmente rígidas, tornando os produtos mais baratos, levando a uma massiva crise ecológica por lá. A China vai tão bem no mercado econômico global em grande parte porque seus trabalhadores (e o ambiente) pagam um preço caro para que as fábricas chinesas possam manter seus preços de etiqueta pequenos.
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Entendendo o Mercado |
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Coisas
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Seu rádio-relógio chinês toca, te acordando com as notícias da BBC de Londres, e você escorrega dos seus lençóis de algodão em direção ao chuveiro. Você se seca e coloca sua roupa de baixo de El Salvador, seus jeans de Lesotho e sua camiseta azul favorita do Sri Lanka. Um copo de café Tanzaniano um pouco de suco de laranja Brasileiro, e se dirige ao seu trabalho no seu carro Japonês - montado em Kentucky, alimentado com gasolina da Arábia Saudita, Nigéria e Rússia. Bom dia!
Em nossa época crescentemente globalizada, você provavelmente manipulará objetos importados de várias dúzias de nações diferentes antes mesmo de tomar café. Avanços no transporte e na tecnologia de comunicação tem tornado possível aos negócios encontrar materiais crus e produtos em praticamente qualquer lugar do mundo e enviá-los a consumidores ao redor do planeta.
Os resultados da globalização vão além do sucesso que lojas dos Estados Unidos tiveram vendendo água de Fiji. Você pode conseguir uma Coca-Cola em Fiji, ou em qualquer uma das outras duzentas nações. Em 113 países, você pode usar esta Coca para acompanhar um hambúrguer do Mc Donald’s - ou, na Índia, um hambúrguer vegetariano McAloo Tikki. Você pode assistir um filme de Bollywood no seu vôo da Kenya Airways de Nairóbi a Londres, onde a videolocadora possui todos os últimos filmes de Lagos. E você provavelmente precisará ir ao Butão para evitar ver anúncios dos novos filmes de Hollywood.
Esta integração crescente das economias globais não é um acidente: é o resultado de políticas e instituições criadas ao final da Segunda Guerra Mundial. Esse sistema, que inclui o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, não foi somente uma reação à tarefa hercúlea de reconstruir as cidades européias e as economias da Alemanha e do Japão. Foi uma tentativa de erradicar o buraco econômico que o planeta enfrentou entre a Primeira e a Segunda Guerras, quando o comércio entre as nações estagnou, os mercados entraram em colapso e a economia global afundou na Grande Depressão.
Após a guerra, as nações Aliadas, lideradas pelos Estados Unidos, defenderam um sistema com barreiras de comércio internacional reduzidas, moedas conversíveis, e balança comercial ativa entre os países. À medida que suas economias iam se recuperando, o Japão e a Alemanha foram sendo trazidas ao sistema, e quando a União Soviética ruiu, os novos países independentes do leste europeu e estados asiáticos também passaram a participar. Com raras exceções, como Cuba e Coréia do Norte, as nações do mundo escolheram - ou talvez tenham sido coagidas - a jogar por uma simples coleção de regras de comércio.
Existe um bom argumento de que esta integração global fez do mundo um lugar melhor, mesmo nas nações em desenvolvimento. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, a expectativa de vida nas nações em desenvolvimento dobrou. Desde 1960, o percentual de pessoas no mundo vivendo com suporte inadequado de comida caiu de 56% para menos de 10% (?). Desde 1986, o percentual de pessoas vivendo com menos de 1 dólar ao dia foi cortado pela metade. De muitas formas, a globalização está funcionando.
Será que está? Críticas ao comércio global aumentado apontam para as formas nas quais as nações desenvolvidas se beneficiaram mais do que as nações em desenvolvimento, e argumentam que o comércio global está ajustado para enriquecer cada vez mais os países ricos e empobrecer mais os países pobres. Ambientalistas demonstram que enviar uvas chilenas para Londres acarreta um custo altíssimo em dióxido de carbono que os proponentes da globalização ignoram. Os ativistas dos direitos humanos se preocupam com o fato de que os empregos criados nos países em desenvolvimento são empregos para crianças em locais insalubres nos quais são exploradas. E artistas e ativistas pelo mundo estão preocupados que as exportações de Hollywood e de Tóquio estão populando e deslocando a moda, música, cinema e arte locais.
O comércio global é gigantesco, e não irá desaparecer. Poucos de nós o queremos, mas muitos de nós queremos que ele seja melhor - menos danoso ao ambiente, mais justo aos trabalhadores nas nações pobres, mais preocupado em preservar as diferenças culturais.
Podemos transformar o livre comércio em comércio justo? Pode o sistema de comércio global trabalhar para o muito pobre assim como ele trabalha para o muito rico? Ou alcançar justiça e sustentabilidade envolve dar as costas aos sistemas que temos utilizado pelos últimos sessenta anos? Se for assim, para o que nos viraremos?
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Vila de Aprendizado de Kufunda, em Zimbábue |
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Comunidade
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No meio do caos e da confusão do Zimbábue moderno, situado nas pequenas estradas de terra vermelha de Ruwa, fora de Harare, situa-se uma testemunha extraordinária da criatividade e da resiliência dos zimbabuenses. A Vila de Aprendizado de Kufunda foi fundada em 2002 para prover às populações rurais em Ruwa e em seu entorno de um ambiente rico no qual eles pudessem aprender, e ensinar, as habilidades que os tornem independentes.
Desde seu princípio, Kufunda respondeu ativamente às necessidades e desejos da comunidade local. Mesmo o segurança, David, que no começo só ficava sentado na frente dos portões de Kufunda, está agora ocupado perseguindo seu sonho de iniciar uma fazenda de produção de cogumelos orgânicos. Ao longo dos anos, Kufunda tem desenvolvido uma série de programas residentes com duração de duas semanas para “organizadores comunitários” - geralmente mulheres - de vilas através do Zimbábue. Os participantes estudam tópicos tão diversos quanto fundamentos de negócios, confecção de sabão, yoga e a filosofia Gandhiana do swaraj (autogoverno). Devido a Kufunda, as vilas locais acabaram por construir centenas de banheiros de compostagem, que não apenas reduzem a água utilizada mas retornam nutrientes essenciais aos projetos de jardinagem permacultural das vilas.
Kufunda também estabeleceu um fundo educacional para dar suporte às várias crianças zimbabuenses órfãs em função da SIDA, e um programa de educação em HIV/SIDA para criar espaço para conversações abertas sobre a realidade da doença. Há também um programa de medicina herbal (fitoterápicos) que foca em ativadores imunológicos e remédios para complicações relacionadas à SIDA; herbáreos em Kufunda e nas vilas vizinhas produzem as ervas e um pequeno laboratório as processa e embala. Em 2006 o foco do laboratório se expandiu e passou a cultivar e distribuir a Moringa oleifera (carregada de vitaminas, minerais, 18 aminoácidos, clorofila, ômega-3, fitonutrientes e antioxidantes) e a Artemisia annua, que é usada para tratar a malária (uma das principais causas de morte na região) e para incrementar o sistema imunológico.
Muitas pessoas no Zimbábue rural, influenciadas pela mídia e pela sua dependência das instituições externas, percebiam suas pequenas fazendas e vilarejos como sem utilidade e a si mesmos como sem oportunidades. Eles não viam os recursos locais escondidos em suas comunidades. Mas Kufunda os ajudou a ver valor e possibilidade em seu próprio ambiente. Kufunda vai além dos modelos de educação contemporânea, empoderando os participantes a tomarem papel de professores e líderes, assim como de estudantes. A Vila de Kufunda está mudando as regras do jogo da dependência institucional para a independência (de capacidade, julgamento, recursos). No processo, está criando um modelo vivo de sustentabilidade baseado em um entendimento compreensivo das riquezas que estão no coração da cultura e das comunidades rurais. Uma energia particular de transformação perpassa Kufunda - e todos expostos a ela são mudados.
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