| Fadiga de Escolha |
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De acordo com pesquisadores de felicidade (sim, eles existem, e este que vos fala está entre eles), nós estamos menos felizes do que costumávamos ser. Existe um número de razões bem estudadas e documentadas para isso, e algumas poucas bem óbvias (fome, pobreza, doença e guerra), mas, surpreendentemente, uma das principais causas de infelicidade, pelo menos nos países desenvolvidos, é nossa superabundância de escolhas. Nas últimas décadas, as taxas de depressão tem aumentado significativamente em todo mundo, uma curva que corresponde com o aumento na escolha, indicando que, talvez, ter muitas opções de escolha pode levar a estresse, ansiedade e incerteza. "Fadiga de escolha" parece ser um contrasenso, porque poder escolher é bom, certo? Bem, não tão rapidamente. Nossa cultura de consumo é incansável, e quanto mais escolhas tivermos - quanto mais informações formos bombardeados - mais esforço temos que investir em avaliar nossas opções, e mais provavelmente ficaremos insatisfeitos com o desfecho. Quanto mais opções nos são dadas, mais pobres ficam nossas habilidades de tomada de decisão. A maior parte de nós não gosta de comércio e evitamos fazer escolhas até o momento em que realmente precisamos: o processo de tomada de decisão é recheado de maus sentimentos desde o princípio. Ao mesmo tempo, a maior parte de nós não se sai muito bem lidando com incerteza e estimando chances, especialmente quando não temos informações suficientes para calcular apropriadamente as probabilidades. Após gastar tanto tempo pesando o custo-benefício e tentando peneirar um dilúvio de informações, nossas expectativas crescem tão alto que frequentemente ficamos desapontados quando o desfecho não é tão perfeito quanto esperávamos. A satisfação do consumidor não é nada mais do que o milagre da realidade coincidindo com nossas expectativas. O que é pior, nós frequentemente adaptamos a nossa abundância de escolhas escolhendo às coisas a esmo e adquirindo mais do que precisamos. Quanto mais possuimos, mais nos tornamos acostumados às coisas que nos cercam, e menos especiais elas se tornam. Isto não é para dizer que o único remédio para a fadiga de escolha é se livrar da escolha completamente. Ao invés disso, precisamos encontrar caminhos de manter uma cabeça equilibrada quando fazemos escolhas, e manter uma distância equilibrada entre o fascínio desestabilizante da publicidade e nós mesmos. |

