Programa de Controle de Tuberculose em UBS

Pré – Projeto de Programa de Controle de TB em UBS.

Introdução :

Partindo da definição de que Tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas, também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). Podemos sugerir que vários são os fatores que fizeram aumentar o número de mortes pela mesma nos últimos anos ,apesar dos “esforços”  do MS.Pois a proposta do Brasil para o fortalecimento das ações de controle da tuberculose foi formalizada junto ao Fundo Global em junho de 2005. O Projeto brasileiro foi aprovado em setembro daquele ano e em 1º de maio de 2007 teve iniciada sua execução, com um aporte de recursos da ordem de US$ 27 milhões, para o período 2007-2012.

O Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil abrange 57 municípios das regiões metropolitanas de Belém, São Luís, Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Baixada Santista e Porto Alegre e o município de Manaus, áreas que concentram 45% dos casos de tuberculose no Brasil. O Projeto visa à aceleração do alcance das metas definidas para o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), do Ministério da Saúde. Ao mesmo tempo, pretende dar início a novas atividades que possam contribuir para a melhoria da cobertura do Tratamento Supervisionado/DOTS e à conseqüente redução de incidência, prevalência e mortalidade em virtude da doença.

Nos últimos anos o aumento no número de óbitos  por Tuberculose atingiu o indice de 5/15.000 mortes/ hab., que é uma marca bem  preocupante ,porém  muito mais que a falta de atuação dos profissionais nas USFs e de ações efetivas da esfera gerencial, acreditamos ser o fator cultural e seus desenrolares os maiores vilões dessa que é uma doença social.

 

Objetivos:

Iniciar novas atividades que  possam contribuir para a melhoria da cobertura do DOTS e consequente  redução de incidência,Prevalência e Mortalidade por Tuberculose.

Essas atividades se  destinam ,sobretudo ,ao grupo de pessoas que estão mais susceptíveis ao acometimento pela patologia seja pelo seu estado nutricional, imunológico,ou os dois, e a série de vulnerabilidades que a adicção carrega agregada ao hábito e às relações interpessoais que daí decorrem.

Sugerimos que essas atividades estejam atreladas ao talento natural do lugar  em criar talentos para o entretenimento artístico e cultural ,a profissionalização ou encaminhamento profissional(estágio[utilizar o banco de estágios oferecidos pela PCR];apoio para conclusão do ensino médio e orientação para graduação universitária[IFET]) e ao desenvolvimento de uma atividade física  que também agregue a higienização mental(Yoga;Karatê;Judô,Vôlei,Basquete,Futebol[Atividades que podem ser desenvolvidas na Academia da Cidade]etc...).

 

 

 

Desenvolvimento:

Desde há muito tempo atrás é sabido que  a  tuberculose(TB) é uma doença infecciosa que atinge principalmente os pulmões. Ela existe desde a Antigüidade pois  em estudos arqueológicos feitos  em múmias do antigo Egito, foram encontradas lesões características

da tuberculose. Apenas em 1882, o médico alemão Robert Koch conseguiu identificar qual era  o microorganismo causador da doença, uma bactéria em forma de pequenos bastões,cujo  nome científico é Mycobacterium tuberculosis.Este ficou mais conhecido como Bacilo de Koch (BK) em homenagem ao seu descobridor.Na maioria dos casos, as lesões da tuberculose se localizam nos pulmões, mas a doença também pode ocorrer nos gânglios,rins, ossos, meninges ou outros locais do organismo.

 

Como antigamente a tuberculose era considerada quase uma condenação na vida de uma pessoa, grande parte dos doentes morria, porque não existia tratamento eficaz. Muitas vezes eram queimadas todas as suas roupas, objetos e até colchões, pelo medo do contágio. Dizia-se também que esta doença era um castigo divino, porque freqüentemente atingia pessoas que não se alimentavam bem e se enfraqueciam devido a uma vida “desregrada”. Criaram-se então, tabus a respeito da doença, o que ainda hoje dificulta o seu combate.

Até o fim do ano, o Brasil deverá ampliar o acesso ao tratamento supervisionado com sua integração à estratégia Saúde da Família e adotará novo e mais eficiente esquema terapêutico. Trata-se do Dose Fixa Combinada (DFC) ou “quatro em um”, com ficou conhecido popularmente. O novo medicamento promete maior eficácia, maior adesão e maior cura, com menor taxa de abandono.

A tuberculose está muito ligada à pobreza. Melhorando as condições de habitação, torna-se menos provável o contágio.Quanto mais íntimo e prolongado é o contato com o doente,maior a chance de que os comunicantes venham a se infectar pelo bacilo da tuberculose. Se há muitas pessoas dormindo no mesmo quarto, em casas mal ventiladas e onde não bate sol, orisco de contágio é muito maior.Melhorando a nutrição, a resistência das pessoas aumenta e mesmo se elas forem infectadas pelo BK terão menor risco de adoecer. Portanto, se as condições de vida melhoram, isso já previne muitos casos de tuberculose.

Atividades:

Para atingir alcoolistas,pacientes de saúde mental que criam dependências que  atrapalham o tratamento;viciados em cocaína,crack e outras substâncias que interfiram no apetite  e nutrição dos pacientes ;

Para pacientes em tratamento ,identificar o que aconteceu (histórico de como se contaminou) e acompanhar até a alta;

Para pacientes em retratamentos ,a quem deve-se uma atenção especial  e a identificação do fator que ocasionou o retratamento;

Para egressos do sistema penal ,uma vez que a contaminação nesses ambientes é endêmica e é a maior prova do descaso institucional e da superpopulação nas cadeias públicas,Brasil afora;

Criar atividades de Desmitificação com Teatros,Músicas e Vídeos que tragam informações que terminam por eliminar os mitos que a ignorânica e desinformação costumam tornar fato.

Estratégias:

1)Perguntar a toda pessoa q procura a unidade de saúde se está tossindo há mais de 3 sem.

2)Avaliar o estado nutricional(IMC),social(o ACS tem uma noção) e mental (já deve ser feito durante a 1ª consulta)do Sintomático Respiratório; Oferecer o teste rápido de HIV;

3)Perguntar sobre contactantes;

4)Baciloscopia e Rx de Tórax na 1ª consulta;(Organizar fluxo e referência)

5)Teste de Sensibilidade e Lavado Brônquico(se necessário)[organizar fluxo e referência]

6) Facilitar horários de atendimento do doente de tuberculose.Se um doente novo chega, ele deve ser atendido no mesmo dia. Caso um doente compareça fora do dia marcado, deverá ser priorizado o atendimento, mesmo que possa parecer “pouco caso” o fato de ter perdido o dia da consulta. Analisar com ele as causas de seu atraso, propondo-se ajudá-lo a superar as dificuldades. Agir com compreensão e firmeza.

7)Organizar  o controle de faltosos com busca ativa imediata, e caso não encontre o doente ,avisar no seu domicílio da necessidade de ir a consulta  e se ainda assim não houver  resposta,programar novas visitas imediatas para saber o que está acontecendo.Captar uma pessoa da família que tenha influência nas decisões do paciente pode ser uma boa estratégia de adesão ao tratamento.

8)Utilizar estratégia DOT’s no  caso de pacientes bacilíferos, alcoolistas, aqueles que abandonaram o tratamento anteriormente ou pessoas que têm dificuldades de compreender as orientações, o tratamento supervisionado é imprescindível. Pode-se observar a tomada dos medicamentos na residência do doente ou na Unidade de Saúde,de acordo com as conveniências do paciente e do Serviço deSaúde.

9)Melhorar o relacionamento das equipes de saúde com o doente, estabelecendo uma relação de confiança.

10) Controlar o comparecimento dos contatos.                                                         

11)Organizar o suprimento de medicamentos.

12)Notificar os casos corretamente e acompanhando, pelo livro de registro dos casos (“livro verde”), o resultado do tratamento.

13)Colaborar na orientação à população e aos seus colegas;

14)Todos contribuindo com todos através  de ação,de informação  e no controle dos pontos estratégicos;

 

Instrumentos:

DOT’s- É a sigla em inglês para Tratamento Diretamente Observado,e o “s” vem de “short-course”,que significa curso curto.O tratamento deve ser diretamente supervisionado, ou seja,a ingestão dos medicamentos é feita sob as vistas de um profissional de saúde todos os dias, de segunda a sexta-feira, ou no mínimo 3 vezes por semana na primeira fase do tratamento e duas vezes na segunda fase.

Esta estratégia consiste em uma série de medidas:

a.  A forma de supervisão deve ser ajustada às possibilidades do doente e do serviço de saúde (flexibilidade).

b.  A equipe de saúde deve estar treinada e motivada.

c.  Oferecer incentivos para melhorar a adesão do doente.

d.  Os exames de laboratório devem ser acessíveis e rápidos.

e. Não podem faltar os medicamentos.

f. Deve haver registro organizado e acompanhamento dos resultados de tratamento.

Roteiros para Consulta:

Roteiro para 1ª consulta:

1)Indagar sobre conhecimentos e atitudes do doente em relaçãoà tuberculose e seu  tratamento.

2)Explicar como as pessoas adoecem de tuberculose.

3)Oferecer o tratamento supervisionado com convicção – “o tratamento da tuberculose é supervisionado, como vamos viabilizar isso?”. Combinar com o doente quando e onde isso será feito.

4)Orientar sobre o tratamento da tuberculose. Explicar quais os medicamentos, doses, possibilidade de efeitos indesejáveis,coloração da urina pela rifampicina.

5)Agendar o primeiro retorno e avisar sobre o comparecimento mensal para consulta.

6)Deixar clara a possibilidade de retorno fora do dia, se necessário.

7) Explicar a duração prevista do tratamento e o perigo de interromper por conta própria antes do tempo.

8)Orientar sobre os hábitos de vida , se o doente pode continuar trabalhando, e sobre o auxílio doença, conforme for indicado pelo médico.

9)Anotar o nome de todos os que residem com ele e convocá-los para comparecimento.

10)Dizer que o doente receberá uma visita domiciliar (visita a todo caso novo), confirmando o endereço.

11)Orientar sobre a coleta de escarro para o próximo mês.

12)Registrar no prontuário as orientações.

13)Providenciar a notificação do caso.

 

Roteiro para Consulta de Retorno:

1) Verificar o peso.

2)Pedir baciloscopia (1 amostra mensal para controle).

3)Em cada retorno, verificar se o paciente colheu a baciloscopia no mês anterior e se chegou o resultado. Se não foi colhida a baciloscopia, perguntar o motivo e anotar no prontuário.

4)Perguntar se os contatos compareceram à consulta.

5) Verificar sobre a tomada da medicação. No tratamento supervisionado, conferir a ficha de registro diário. No autoadministrado, perguntar se ainda há os remédios em casa, quantos sobraram e fazer o cálculo para conferir se o tratamento está sendo regular.

6)Orientá-lo para que procure a Unidade de Saúde fora da data marcada para retorno, caso apresente algum problema ou tenha alguma dúvida sobre o uso da medicação.

7) Reforçar em toda consulta a necessidade do tratamento correto e que o tempo de duração é de 6 meses. Lembrá-lo de que não deve parar de tomar os remédios por conta própria. A experiência mostra que muitos pacientes, depois de um ou dois meses, sentem sua saúde tão melhor que pensam que estão curados e suspendem o tratamento.Mas, mesmo que o doente se sinta bem que os exames já estejam normais, é preciso completar o tempo de tratamento para não ter recaídas.

8) Orientar para que não falte às consultas. Se algum motivo impediu o doente de comparecer, deve ser marcada nova consulta o mais breve possível.

9) Após o término do tratamento correto, orientar o paciente a retornar à Unidade de Saúde, caso apresente tosse por mais de 3 semanas. 

Comentários

tommymazw

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