Como iniciar uma reforma por baixo.
Sigam a linha de raciocinio:
Para ser feita uma ação que dê algo de concreto para uma sociedade, é necessario que esta ação atenda alguma necessidade social.
Falando de necessidade, podemos pegar a piramide de Maslow para nortear qual necessidade seria interessante atender. Pegando a alimentação que é uma necessidade comum a qualquer sociedade, podemos partir dai para uma reformulação social.
Como:
Atender a necessidade alimenticia, bucando colocar o maximo de tecnologia/automação, visando o maximo de sustentabilidade.
Porque:
Tecnologia/Automação: poupar o homem do trabalho repetitivo.
Sustentabilidade: buscar maxima produtividade com o minimo de degradação.
Problemas:
Custo elevadissimo da implementação tecnologia/automação, devido ao custo da mão de obra especializada. Segundo minhas pesquisas qualquer serviço aumenta o valor do produto final no minimo 80%, para operações expecializadas o acrescimo não tem limite.
Sustentabilidade requer conhecimento “intimo” daquilo a ser produzido, buscando economizar nos tetalhes para manter a produção mais eficiente possivel, alem da maximização da vida util para que seja atingido o estado da arte daquela produção.
Solução:
Apara minimizar o custo faz necessario o conhecimento para produzir aquele determinado bem, sendo extremamente necessario uma mini-fabrica de acordo com o conceito do open-source-hardware para manter o custo ao nivel da materia prima. Tambem faz necessario a costante busca por conhecimento e a integração de pessoas nas divesas areas de conhecimento que possam contribuir com a produção.
Para chegar a maxima eficiencia é necessario uma constante atualização do sistema de produção, atualização esta causado pelo melhor entendimento daquilo que esta produzindo. Para chegar no estado da arte seria montado uma Faculdade daquilo que esta produzindo afim de estudar os minimos detalhes. Unir a fabrica com a faculdade, o conhecimento com a pratica. Este é o ideal de toda Universidade.
Onde fica a reforma por baixo?
Fica na solução destes problemas propostos e em atender outras necessidade humanas da piramide de Maslow de baixo para cima.
Fica na condução desta estrategia visando ser livre, para todos, socializados, podendo inclusive nortear esta produção conforme aos preceito de uma Economia Baseada em Recurso para que excedentes possam ser enviados para locais que não possuem recursos suficiente para esta produção.
Fica em atender a população onde o sistema atual (que visa acima de tudo o lucro) não tem interesse.
Como começar?
Buscar conhecimento;
União dos diversos membros que possuem conhecimento necessario ao longo do processo;
Montar uma mini-fabrico open source;
Local para iniciar um teste de conceito;
E acima de tudo isto: força de vontade;
Criticas são mais do que bem vinda, fiquem a vontade.











Comentários
Cardoso seguem minhas
Cardoso seguem minhas considerações
Atender a necessidade alimenticia, bucando colocar o maximo de tecnologia/automação, visando o maximo de sustentabilidade.
Não vejo como um problema de produtividade e falta de tecnologia para que possamos ter uma agricultura mais sustentável.
Nossa produtividade hoje é enorme. Exportamos para o mundo todo e em algumas culturas não só aqui no Brasil já produzimos mais do que nós consumimos, milho e soja são dois casos clássico (ver O Dilema do Onívoro - livro).
A tecnologia empregada, seja máquinas, métodos produtivos, engenharia genética (EMBRAPA) também está num patamar bem desenvolvido. Softwares de gestão e monitoria também vem sendo implantados.
A sustentabilidade tem muito mais a ver com as tecnologias empregadas. Por exemplo, até quando teremos uma produção agroindustrial com base em sementes (alteradas) + fertilizantes de petróleo + agrotóxicos?
Apara minimizar o custo faz necessario o conhecimento para produzir aquela determinada coisa, sendo extremamente necessario uma mini-fabrica open-source-hardware para manter o custo ao nivel da materia prima. Tambem faz necessario a costante busca por conhecimento e a integração de pessoas nas divesas areas de conhecimento que possam contribuir com a produção.
Quando se fala em MINIMIZAR custos há que se pensar em quem produz. Os custos no campo hoje já são muito baixos pois as margens são ínfimas. A produção de alimentos é o pior negócio do mundo capitalista. Quem transforma e financia a plantação (Cargil, Philip Morris, Monsanto) é que tem margens enormes.
As áreas de conhecimento, instutos de pesquisa, etc já existem. O problema é como eles estão montados. Tem um instituto famoso no estado de São Paulo que funciona muito bem mas cobra caríssimo para fazer pesquisas. Fundações e Institutos dentro de Universidade foi uma forma que os professores acadêmicos encontraram para aumentar seus vencimentos (leia-se ganhar salários de 5, 6 dígitos mensalmente).
Para chegar a maxima eficiencia é necessario uma constante atualização do sistema de produção, atualização esta causado pelo melhor entendimento daquilo que esta produzindo. Para chegar no estado da arte seria montado uma Faculdade daquilo que esta produzindo afim de estudar os minimos detalhes. Unir a fabrica com a faculdade, o conhecimento com a pratica. Este é o ideal de toda Universidade.
O sistema de produção precisa ser revisto, ser REFUNDADO. Não precisamos destruir nada, mas precisamos de uma nova fundação, pois hoje ele se fundamente em uso intensivo de pesticidas, mecanização, padronização, monocultura, empobrecimento de quem produz.
O propósito de uma Universidade poderia ser o que você citou. No Brasil essa aproximação ainda não é tão forte como nos EUA. Mas será que essa aproximação é positiva? Tenho um amigo que estudou no MIT. Tudo que ele ia desenvolver tinha que ter alguma empresa interessada. Ele acabava trabalhando coisas que não eram prioritárias ou não trariam benefícios sociais e sim corporativos.
Onde fica a reforma por baixo?
Fica na condução desta estrategia visando ser livre, para todos, socializados, podendo inclusive nortear esta produção conforme aos preceito de uma Economia Baseada em Recurso para que excedentes possam ser enviados para locais que não possuem recursos suficiente para esta produção.
Fica em atender a população onde o sistema atual (que visa acima de tudo o lucro) não tem interesse.
Na teoria é bem legal. Uma empresa por exemplo quando tem excedente de materiais em um determinado entreposto ou reduz sua estocagem ou manda para outro depósito. A BR é uma das empresas mais evoluídas em logística do Mundo e pouca gente sabe disso.
O sistema socialista Soviético não conseguiu êxito na distribuição de excedentes. A produtividade caiu demais nos campos e não se produzia nem o suficiente para alimentar a todos. Na Coréia idem, onde em diversos anos há secas e perdas terríveis no campo que levam pessoas a morte e ao canibalismo. China aparentemente ainda consegue alimentar toda sua população e nas dimensões deles é algo bastante desafiador.
Eu acredito mais em auto-sustentabilidade local: não se produzir excedente, não gastar mais energia do que o necessário, não ter que transportar para outro lugar, não desperdiçar.
Como começar?
Buscar conhecimento;
União dos diversos membros que possuem conhecimento necessario ao longo do processo;
Montar uma mini-fabrico open source;
Local para iniciar um teste de conceito;
E acima de tudo isto: força de vontade;
O modelo Open Source sem dúvida foi algo (r)evolucionário na nossa estória recente. Pessoas trabalhando em grupos dispersos geograficamente, sem remuneração, apenas por prazer de ajudar, colaborar, fazer algo positivo com seu conhecimento.
Estamos falando aí do mundo do software/hardware, do emprego do intelecto e não do trabalho braçal e pesado que exige o campo. Será que nós humanos, acostumados historicamente com a divisão do trabalho estaríamos dispostos a pegar na enchada? :)
Acho que vai ter gente sim, mas não seria tão fluído como é no mundo do software, onde o resultado do trabalho navega pela rede.
De toda forma o conhecimento Open Source, a criação de um "core" / "núcleo" e possibilitar a utilização e re-utilização do conhecimento e também de tecnologias open source acredito ser algo aplicável também no campo.
Um amigo, Daniel Pádua (in memorian), divagava comigo sobre um modelo de agrupamentos sociais auto-sustentáveis o qual ele denominou Terras Livres. Algo parecido com o Bolo Bolo (dá uma procurada na web e leia quando puder). Nesse modelo ele pensou como usar o mesmo modelo do Open Source nessas comunidades: compartilhamento do código (tecnologias), reuso, produção colaborativa, relações baseadas na amizade, na reputação de cada um dentro do grupo, etc. Chegamos a começar um site para documentar tecnologias etc que se perdeu.
O grande desafio ao meu ver (teve uma palestra falando sobre isso no TEDxCampos do Jordão) é viabilizar as culturas agroecológicas em larga escala.
Atualmente se deixássemos o modelo que está ai, agroindustrial, o mundo passaria fome, digo "o mundo que hoje se alimenta" (nós da classe que está acima dos quase 3 bilhões de pessoas no mundo que vivem em insegurança alimentar).
Hoje produzimos muito. Produzimos excedente suficiente para alimentar os 3 bilhões que estão passando fome. Mas por n-fatores intrínsecos do sistema que vivemos essa "redistribuição" não acontece, quando sim, em conta gotas.
Então se não desenvolvermos os métodos já existentes e principalmente mudar nossos hábitos alimentares (a grande maioria carnívora) vamos continuar dependentes da agricultura industrial. Não adianta falarmos em mudança e emprego de tecnologia sem pensar no que consumimos. Hoje os rebanhos (bovino, caprino, suino, etc) consome mais cereais (milho, soja) do que nós humanos. Já temos mais bois do que pessoas no Brasil e nos EUA. Isso diminui as terras agriculturáveis, pressiona os preços dos cereais para baixo (sim para baixo pois precisamos de alimento barato para dar de ração) e cria essas aberrações de latifúndios de criação bovina empregando o mínimo de pessoas e favorecendo a concentração de renda.
Enfim... o buraco é grande e bem lá embaixo :)
Abraços
PR
Segue minha replica
Paulo, excelente explanação, mais percebo que não entendeu onde quero chegar.
1 – É necessario entender o que quiz dizer sobre reforma.
A reforma que estou propondo não e agropecuária, é sistemica. A proposta de atender a alimentação é apenas um inicio (start). Depois a tatica deve se estender para todas as produções. Ou seja, tudo que vemos hoje precisa ser reformulando, tendo como principio duas coisas: Poupar o trabalho humano (trabalho não criativo) e geração de abundancia.
Para pensar: O que acha de criarmos uma plantação vertical? Para que entenda a quebra de paradigma que estou propondo.
2 – Prodituvidade/Sustentabilidade. Não importa o quanto o Brasil produz hoje, o que importa e o quanto podemos produzir visando a maxima produção/sustentação por m2. Por exemplo Israel, tem uma produtividade no deserto maior do que o Brasil. E é isto que proponho, buscar o estado da arte da produção.
3 – Cooperação/Open Source. Não me refiro ao metodo tradicional de trabalho no campo. Isto tem que acabar, não deve existir pessoas fazendo trabalhos que uma maquina pode fazer melhor e mais produtivo. A proposta é 100% automatização: Como alimentar os animais automaticamente. Como colher automaticamente. Como monitorar/corrigir desvios automaticamente.Como tornar a intervenção humano ao nivel zero.
4 – Distribuição de excedente. Primeiro a abundacia de produção não deve ser disperdicio. E todas as comunidade que possuem recursos para produzir devem prudizir se aquilo for de interesse dela. Caso outra comunidade tem necessidade daquele produto e não tem condições de produzir, o excedente deve ser direcionando para aquela comunidade. Para isto se tornar realidade o sistema de comercio hoje deve deixar de existir. Novamente a mudança sistemica da proposta.
5 – Problema numero um: Sistema Atual. O sistema atual não funciona sem lucro, por isto a produção de alimento é tão sensivel e tão mau remunerado (visto ser á base da necessidade humana). Pegando este processo de produção e criando um SISTEMA de produção AUTOMATICAMENTE que não se importa com o lucro, estaremos atendendo as necessidade alimentares da população e de quebra acabando com problema que o sistema atual gera: a fome. Assim faremos uma REFORMA POR BAIXO.
6 – Mudança de Habito/cultura. Concordo, mais acima de tudo, respeito ao homem. O sistema atual respeita o dinheiro, isto devemos acabar em imediato, para depois evoluir o homem. Como falar de arte para alguem que tem fome.
7 – Por fim retirar o Um Ganha Muitos Perde para um ganha todos ganha.
Ultimo adendo: Istó não é utopia, isto já esta acontecendo. Estou convidando os senhores a acelerar essa mudança para quem sabe nossos filhos poderem ver isto, e quem sabe nós tambem.
Só depende de nós.
Forte abraço.
Cardoso Não sou contra
Cardoso
Não sou contra tecnologias mas a idéia da tecnologia livrando o homem do trabalho duro, árduo, etc vem do Iluminismo e era um dos motes da revolução industrial. Sinceramente não acredito nisso por um simples fator:
> quem será o dono dos meios de produção?
> quem pagaria o investimento e a manutenção do negócio?
A resposta pra isso veio lá atrás com COOPERATIVAS. Mas elas falharam também onde entrou a desorganização humana.
Existe um raro exemplo na Espanha (não me recordo o nome) de uma Cooperativa que virou um verdadeiro conglomerado. Mas será que ainda mantém o mesmo propósito do início? Será que as pessoas podem continuar entrando nela?
Já temos tecnologia para fazer o que você falou. As criações intensivas de gado e as granjas são um bom exemplo.
O problema é que estão montadas em cima do fator lucro como vc citou.
2 – Prodituvidade/Sustentabilidade / Estado da Arte
Concordo. Na minha visão estado da arte é produzir o suficiente, localmente, sem agroquímicos, sem poluição no transporte, sem empobrecimento de quem planta, sem concentração de renda por quem financia / vende / transforma, sem exaurir a terra e o meio ambiente.
3 – Cooperação/Open Source / 100% automatização
Não acredito em 100%, mas ainda que seja possível, qual seria o papel do homem nisso? O que fariam as pessoas,
iriam trabalhar em outra atividade?
Eu acredito em ócio criativo, lazer, etc mas não em automatizar nossa produção para que não tivéssemos que fazer mais nada.
6 – Mudança de Habito/cultura. Concordo, mais acima de tudo, respeito ao homem. O sistema atual respeita o dinheiro, isto devemos acabar em imediato, para depois evoluir o homem. Como falar de arte para alguem que tem fome.
Certamente a evolução tem que ser puxada de cima, no sentido que quem está na miséria não tem condições de fazê-lo. Esse é o esquema que não é muito respeitado na Terra. Eu EVOLUO e ajudo o outro a EVOLUIR.
Não acho utópica essa mudança. Mas ela carece de multiplicarmos os modelos reais.
Vamos que vamos
Seu texto em negrito.
Sinceramente não acredito nisso por um simples fator:
> quem será o dono dos meios de produção?
Open Source Hardware/Software. Já é realidade, vide arduino, Linux. Reposta: nós.
> quem pagaria o investimento e a manutenção do negócio?
Todos os trabalhos pagos absorvem e degradam o espírito. (se não mem engano Tales de Mileto).
Se alguem pagar, estaremos vendendo nosso espirito para ele. Nos temos que doar. É o sacrifico que devemos correr.
Já temos tecnologia para fazer o que você falou. As criações intensivas de gado e as granjas são um bom exemplo.
Não, ainda não entendeu. O que acha de criar proteina a partir de colonia de celulas. Melhor ainda alimentada de rocha.
Eu acredito em ócio criativo, lazer, etc mas não em automatizar nossa produção para que não tivéssemos que fazer mais nada.
Acredita ou não em ocio criativo?!?!?!?! Poderia ficar curtindo um forró, um samba, curtindo a esposa, filho, surfando, velejando......Eu poderia ficar a eternidande falando coisas melhor do que cumprir o Tripalium diario para o sistema financeiro.
Eu EVOLUO e ajudo o outro a EVOLUIR.
O que acha de nos unir nesta empreitada de diminuir (porque não tirar) o peso das costas da grande parte da população que so tem dois direitos: O de trabalhar e o de fazer mais trabalhadores.
Nos somos escravos, mais nos temos a força para fazer essa renovação. Eles carregam um fardo muito maior do que o nosso, por isto eles não tem essa força. E se conseguirmos nos unir, seremos mais fortes ainda.
Então? Vamos que vamos.
> quem será o dono dos meios
> quem será o dono dos meios de produção?
Open Source Hardware/Software. Já é realidade, vide arduino, Linux. Reposta: nós.
Sim. Mas é o que eu disse, precisa ser dentro de um arranjo viabilizado pelo sistema.
Uma cooperativa, uma empresa, algo do tipo, constituída por pessoas que se cotizam para comprar algo.
> quem pagaria o investimento e a manutenção do negócio?
Todos os trabalhos pagos absorvem e degradam o espírito. (se não mem engano Tales de Mileto).
Se alguem pagar, estaremos vendendo nosso espirito para ele. Nos temos que doar. É o sacrifico que devemos correr.
Alguém vai ter que tirar $ do bolso para investir nos meios de produção e portanto acreditar nisso.
A comunidade que se cria pode não utilizar mais moeda internamente mas ainda sim vai ter que PAGAR IMPOSTOS, ENERGIA ELÉTRICA, ÁGUA, ESGOTO, etc. Energia pode-se conseguir gerar. Água / Esgoto em alguns lugares não é facultado
vc ter sua própria fonte/rede. Vc tem que usar a estatal.
Eu acredito em ócio criativo, lazer, etc mas não em automatizar nossa produção para que não tivéssemos que fazer mais nada.
Acredita ou não em ocio criativo?!?!?!?! Poderia ficar curtindo um forró, um samba, curtindo a esposa, filho, surfando, velejando......Eu poderia ficar a eternidande falando coisas melhor do que cumprir o Tripalium diario para o sistema financeiro.
Acredito em ócio criativo. Ele não significa deixar de trabalhar 100% do seu tempo e sim ter mais tempo livre para lazer
viagens, cultura, etc.
100% do trabalho feito por máquinas / softwares / hardware não acredito.
No campo por exemplo, vc já tem um distanciamento enorme das pessoas em relação ao que se produz.
Uma criança não sabe mais de onde vem frutas, legumes, animais. A "ignorância" quanto ao que nos mantêm vivos
é cada vez maior pela industrialização.
Acho que para caminharmos à frente, alguns passos atrás precisam ser dados também. E nesse ponto a reconexão
com o meio ambiente, com a natureza é importante.
Então? Vamos que vamos.
Sim é por isso que estamor aqui reunidos ;)
segue o baile
Quase chegamos lá
Open Source Hardware/Software. Já é realidade, vide arduino, Linux. Reposta: nós.
Sim. Mas é o que eu disse, precisa ser dentro de um arranjo viabilizado pelo sistema.
Uma cooperativa, uma empresa, algo do tipo, constituída por pessoas que se cotizam para comprar algo.
Acho que não. O Linux e o Arduino são exemplos que isto não é necessario.
Tem mais outros exemplos:
Fazenda aberta:
http://openfarmtech.org/weblog/
TED do criador da proposta da fabrica open source:
http://www.ted.com/t...jakubowski.html
Equipamentos livres:
http://en.wikipedia.org/wiki/Open-source_hardware
Não precisamos dar um passo para tras, precisamos nos livrar do grilhão chamado sistema financeiro.
Como falou Aristoteles: "O dinheiro é uma perniciosa brincadeira". "A riqueza da uma falsa impresão de ser uma virtude".
Forte abraço.
Linux foi um projeto hosteado
Linux foi um projeto hosteado em servidores.
Arduino é um hardware. Alguém desenvolveu. Você não consegue 1 arduino de graça. Vai ter que pagar.
É isso que eu coloquei.
Se você monta um arranjo produtivo agrícula, você vai ter que ter terra, semente, maquinário, implementos agrícolas
normais ou agroecológicos, água, energia elétrica, estocagem, etc.
Para tudo isso você vai precisar de capital. Ao menos que tudo seja doado.
O que eu quis dizer é isso. Mesmo que você prepare algo que no futuro ROMPA totalmente com o sistema/
vc inicialmente vai estar inserido nele.
Perfeito
So um pequeno equivoco:
Não confunda Arduino com o produto montado, por exemplo, pela sparckFun. O Arduino é gratuito, o serviço para monta-lo não.
Aqui as instruções de como montar: http://arduino.cc/en/Main/ArduinoBoardSerialSingleSided3
No mais entendeu muito bem a proposta, inclusive as dificuldades. Obrigado.
Exemplo que isto da certo já temos, basta agora ampliar em escalas maiores.
Forte abraço.
Para ajudar a resolver a equação...
... não necessariamente necessitamos começar do zero. Talvez não fosse necessário nem utilizar dinheiro se conseguíssemos criar uma rede de trocas, baseada em C3 (para começo de conversa) e evoluindo gradativamente para trocas pautadas pela confiança - em um sistema piloto, chegando finalmente ao que chamo de "Economia Baseada em Interesses Sociais sem Intervenção do Mercado".
O assunto trazido pelo Tarcísio é muito relevante, e é estudado entre outros, por membros do Projeto Vênus e do Movimento Zeitgeist, mas longe de serem eles os pioneiros no tema, uma série de "economistas não ortodoxos" já pensavam uma espécie de "economia baseada em recursos no final do século XIX e início do século XX.
Estarei compilando o resumo de algumas leituras oportunamente, publicando-as e linkando o conteúdo aqui, tão logo consiga concluir a tarefa.
Acredito que a criação de uma força-tarefa e uma assembléia permanente para a discussão e planejamento de um modelo que pudesse ser aplicado na prática, escalonável, é desejável e podemos nos responsabilizar, enquanto rede organizada, para hospedar tal assembléia.
Ótimo acrescimo
Faço parte do movimento Zeitegiest e isto é um problema que existe dentro do movimento. A direção parece esta esperando uma especie de Cristo para salvar a todos. Eles ainda não perceberam que já chegou a hora do super-homem ( como bem preveu Nietzsche) e que devemos “por a mão na massa”, ser verdadeiro politicos (não da conseção moderna sim da classica de ser goverdando e saber governar - Aristoteles).
A ideia da rede de troca (C3) é a unica forma que consigo ver para um esquema ganha-ganha.
Este ponto que foi tocado vejo como o maior problema de dar o inicio a esta atividade A Confiança. As pessoas tem a maior dificuldade em dar credito a essas ações, e mais do que certo, devido aos grandes problemas que vemos ai no mundo norteado pela escasses (Sistema monetario).
Quando falaste sobre a intervensão do mercado, tocou exatamente na alma do sistema captalista. Sem o mercado não existe o dinheiro, a especulação financeira, a usura, a valorização do dinheiro como forma de virtude, etc, passa a não existir tambem.
Não tem logica as pessoas que produzem sustentar o sistema especulativo. Chegamos em um grau de patologia social que respeitamos mais um ladrão (especulador/investidor) do que um pião (pedreiro, marceneiro, etc). Senhores, vamos nos unir para sanar esta doença.
A confinaça é o requisito minimo para qualquer atividade.
Forte abraço.
Fico pensando nas relações de
Fico pensando nas relações de dependências entre as coisas.
Se para termos um modelo agro que funcione em outros moldes, precisamos primeiramente estruturar
um esquema de trocas? Ou um grupo resolve investir na infra e provar sua viabilidade?
A Permacultura já vi pecar em relação a aplicabilidade das idéias. Projetos que na realidade se tornam
caríssimos e inviabilizam sua aplicação.
Acho que experimentos são necessários e se colocamos outra pré-condição para que seja feito
adicionamos mais uma restrição, portanto mais "energia" será necessário.
Na minha visão as coisas podem acontecer em paralelo.
Respondendo as questões
Se para termos um modelo agro que funcione em outros moldes, precisamos primeiramente estruturar um esquema de trocas?
Sim e não.
Não porque vivemos neste sistema, e precisamos usar este sistema para alavancar recursos (dinheiro) para poder abrir outras frente de ação. Novamente uma restruturação sistemica.
Sim porque ao buscar abundancia, sustentabilidade e eficiencia, evidentemente estaremos acabando com a escasses, isto causa um colapso no sistema de mercado pois o lucro tente a desaparecer, então teremos que manter a produção sem a busca pelo lucro(dinheiro). Por isto a necessidade de automação, em manter com o minimo de esforço, em deixar quem esta aprendendo cuidar, etc, etc.
Ou um grupo resolve investir na infra e provar sua viabilidade?
Sim, tambem. Precisamos nos libertar do sistema economico para termos tempo. O investimento inicial deve parar e a propria produção poder se auto investir. Melhor ainda gerar excedente para investir em outras frentes de produção. Se conseguirmos quebrar a necessidade de trabalhar para o sistema, podemos concentrar mais ainda na transformação.
Eu gosto da filosofia da permacultura, mais ela peca em não priorizar a super produção. Isto é uma questão logica: quanto mais produzir por hectare, menos terra será necessario para produção. Por isto é interessante produção vertical, por baixo da terra, em laboratório etc.
Em relação ao custo. Este é um problema serio. Não devemos nos ater nesta pre-condição. O enfoque que devemos ter é na abundancia, automação, eficiencia, na sustentabilidade.
Na minha visão as coisas podem acontecer em paralelo.
Essa eu não entendi. Paralelo com o que?
Forte abraço.
Dêem uma olhada nesse
Dêem uma olhada nesse vídeo
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/rachel_botsman_the_case_for_collabo...
Fala um pouco sobre trocas ainda dentro de uma visão capitalista é claro.
É o tal da "apropriação" pelo sistema de idéias que inicialmente são cunhadas para subvertê-lo :)
Mondragon
Mondragon é o nome da Cooperativa.
Perfeito. Existe um livro
Perfeito.
Existe um livro sobre a história da Mondragon
A História da Mondragón Corporación Cooperativa – Uma experiência de intercooperação.
O livro propõe apresentar a história da experiência cooperativa de Mondragón.
O livro responde a seguinte pergunta: é possível unir alta tecnologia, competitividade, inovação tecnológica com cooperativismo e autogestão? A Corporación Cooperativa Mondragón – MCC reúne 108 cooperativas e está estruturada em três grupos: financeiro, industrial e distribuição, conta com onze centros de Pesquisa e Desenvolvimento, uma universidade (com três faculdades) e um centro de formação cooperativa e empresarial.
Ele é o primeiro grupo empresarial do país Basco e ocupa o sétimo lugar no ranking das principais empresas espanholas. Desde sua formação, em 1956, teve como base o cooperativismo, a educação e a inovação tecnológica.
Não há livro em português que conte a experiência da MCC. Será um livro que possibilitará divulgar e socializar essa história de sucesso que mescla autogestão, intercooperação, inovação tecnológica e educação.
Kits para Fábricas/Fazendas Open Source do Open Source Ecology
Dêem uma olhada nisso
A Network of Farmers, Engineers, and Supporters Building the Global Village Construction Set
http://opensourceecology.org/
The Global Village Construction Set (GVCS) is a modular, DIY, low-cost, high-performance platform that allows for the easy fabrication of the 50 different Industrial Machines that it takes to build a small, sustainable civilization with modern comforts
Cardoso Dá uma olhada High
Cardoso
Dá uma olhada
High Performance Sustainable Polyculture Agriculture
http://www.except.nl/consult/polydome/index.html
Abraços
Paulo Colacino
Imprecionante e incoerente
A ideia afirma não ser tecnologica (non-technological strategy), mais usa bastante tecnologia, principalmente na estufa e na forma de prover a melhor simbiose do sistema.
Não sei qual o medo da tecnologia, se é no “tirar o homem do trabalho braçal”, ou no uso de produtos geneticamente modificados. Ou é simplesmente uma fobia “Holiudiana” das maquinas conquistarem o mundo.
Independente disto, vejo como uma ótima forma de agregar o ambiente urbano com o rural.
Porem, achei muito apelo visual para pouca produtividade.
Devemos nos concentrar em algo que, inicialmente traga produtividade e lucro (infelistemente) .
Senhores, dêm uma olhada no sistema aquaponico (aquaponic sistem). Vejam com é um ótimo inicio para a estrategia.